16/06/2018

VEM AÍ ARRAIÁ DA FAMÍLIA IBP

Eitcha que vai ter arrasta pé na Vila IBP... Meu senhor e minha senhora separe aí o dia 22/06, a partir das 18h, e dia 23/06, a partir das 16h, vai ter brincadeira, fogueira 🔥, muita comida 🌭🍯🍩 e diversão. Ahh e sem esquecer o Forró. Vai ser bão demais meu povo!!!


Sexta-feira (22/06), às 18h e Sábado (23/06), das 16h às 00h. 
Você não pode perder o arraiá mais esperado do ano!

15/06/2018

Boletim Dominical 17/06/2018



Vila IBP

            O tema do nosso Arraiá Junino este ano nos convida a relembrar das inúmeras vilas que permeiam nosso imaginário. Segundo os dicionários, a palavra Vila é um substantivo feminino que significa povoação de categoria inferior a uma cidade, mas superior a uma aldeia. Creio que a grande maioria da nossa comunidade guarda em suas lembranças as imagens de alguma pequena Vila em que nasceu, viveu ou simplesmente visitou a passeio. Como esquecer destes pequenos espaços geográficos marcados pela simplicidade, com gente de fácil acesso e de coração aberto, um pequeno armazém (bodega do Sr. Antônio e D. Maria que vendia de “tudo” neste mundo), uma delegacia quase sempre fechada por falta de incidente, uma igrejinha e a famosa pracinha onde aconteciam as festividades da localidade.
            Quando criança, em Aracaju, as Villas urbanas eram pequenos conglomerados com pequenas casinhas unidas por um pequeno e estreito corredor. Nestas pequenas Vilas moravam as pessoas pobres da cidade. Recordo-me da minha Tia Rivanda iniciando sua vida conjugal, morando numa pequenina Vila do meu bairro. Interessante era notar que estas casinhas eram unidas pela mesma parede, e por serem cobertas de telhas, todo diálogo, discussão, festa ou seja lá o que fosse nunca era um ato privado daquele casal ou família, e sim, um ato coletivo. No dia seguinte, toda Vila estava comentando o acontecido na noite anterior, isto quando as discussões não se tornavam coletivas e a “festa” se arrastava pela madrugada, até que todos e todas, cansados e cansadas iam dormir. Era animado!
            Importante destacar na história que uma pequenina Vila insignificante, tornou-se uma referência para fé cristã tendo seu nome imortalizado na figura do Salvador da Humanidade, nosso Senhor Jesus de NAZARÉ*. Na história bíblica, Maria teria sido visitada pelo anjo Gabriel em Nazaré da Galiléia (Lucas 1:26) e recebido o anúncio da sua gravidez divina. Apesar de Jesus não ter nascido em Nazaré, foi nesta pequenina Vila que ele cresceu junto com sua família. Nazaré estava localizada no pequeno e pobre Estado da Galiléia que possuía cerca de 400 habitantes na época (João 1:46). Fico imaginando nosso Salvador e Senhor Jesus correndo e brincando pelas ruas estreitas do pequeno Vilarejo com outras crianças enquanto crescia e ajudava seu pai José na carpintaria.
            Por tudo isto, o tema da nossa festa junina este ano nos reporta à Vila, lugar de simplicidade, vizinhança próxima (comunhão), tensão, dores, lágrimas, risos, partilha, perdas, conquistas comunitárias e claro, lugar de muita festa e alegria. Ainda me lembro de alguns domingos na Vila em que morava minha tia, quando os vizinhos(as) na sua grande maioria finalmente de folga, colocavam seus aparelhos de som no corredor e partilhavam ali suas músicas, comidas e muita conversa e risos até o final da tarde quando finalmente se recolhiam para descansar e se preparar para mais uma semana de lutas.
            Viva a Vida, Viva a Vila IBP, que na simplicidade e na partilha da festa possamos nos alimentar de Esperança para enfrentar as lutas que virão pela frente.

*Segundo os evangelhos, Nazaré foi o lar de Jesus e Seus pais desde o retorno do Egito até mudar-se para Cafarnaum, por volta dos trinta e poucos anos de idade. Seus pais viveram ali antes de seu nascimento e Ele, com certeza, possuía parentes entre os habitantes do vilarejo. Nos períodos romano e bizantino (até o 4° século), Nazaré fora uma insignificante vila, habitada em sua maioria por judeus pobres e incultos que se dedicavam à produção de vinho e óleo. Isso pelo menos é o que nos revelam as escavações de Bellarmino Bagatti, iniciadas em 1955, que trouxeram a lume um considerável número de prensas para azeitonas e uvas, além de depósitos de água, vinho e pão. Sobre as escavações e conseguintes conclusões desse arqueólogo, veja suas notas em B. Baflatti, The Church from the Circumcision (Jerusalém: Franciscan, 1971).

            Do seu pastor e amigo,
            Wellington Santos