quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

7 ESTAÇÕES PARA UMA NOVA VIDA (2ª edição)



Proposta:
Introduzir, durante sete semanas consecutivas, os(as) estudantes nos temas básicos e fundamentais da vida cristã, como: conversão, santificação, integração na comunidade, batismo, mordomia, e outros. Oferecer uma visão panorâmica da história da IBP e dos seus ministérios. Preparar os crentes para um compromisso maior com o Evangelho e com a IBP, visando a busca por maturidade, com simplicidade e profundidade.

Público-alvo:
Novos convertidos, aspirantes ao batismo, aspirantes a tornarem-se membros da IBP por carta de transferência ou aclamação, e pessoas desejosas de aprofundar ainda mais seu compromisso com a simplicidade do Evangelho e com a vida comunitária na IBP.

Período:
De 06/02 a 20/03/2013.

Dia/hora/local:
Todas as quartas-feiras, às 19:30h na IBP.

Inscrições:
Na secretaria da IBP (até o dia 04/02).

Abraços !!! 

Pr. Paulo Nascimento

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

SABER PEDIR. SABER RECEBER


Por Jorge Fireman
Aos 26 anos tinha um corpo ativo e com autonomia. Pedalar era a minha paixão. Sentia-me feliz, mas algumas coisas me inquietavam. Não me considerava humilde, apesar de gostar de ajudar as pessoas. Também não gostava de pedir ajuda. Tinha o lema: “quem quer bem feito, faz”. Sentia que esse comportamento incomodava as pessoas e a mim.
Pedia a Deus para ser mais humilde e viver tranquilo com estas questões. Meu pedido foi atendido. No ano de 2003 fui atropelado quando guiava minha bike indo a caminho do trabalho. Parece loucura, mas o acidente me trouxe a oportunidade de ser mais humildade e menos orgulhoso. O mais maravilhoso de tudo foi o mergulho na fé.
Na época do acidente eu estava cursando o último semestre da faculdade de Educação Física. Fazia muitos planos, inclusive ir embora para a Europa. Com todos os desafios consegui concluir o curso de EDF. Hoje, sou funcionário público concursado e professor universitário. Graças a Deus !!
A perda da autonomia tumultua a mente do indivíduo, mas pela dor descobri que não se anda somente com as pernas e que pedir ajuda para fazer bem feito é muito prazeroso. Já se passaram 09 anos. Nunca foi e não é fácil lidar com os desafios e as dúvidas. São fantasmas e provações dias e noites.
A FÉ que cresce a cada dia é a força que me move. Continuo fazendo pedidos a Deus e junto peço sabedoria para o que virá. O “não” de Deus também é graça alcançada. O amor de Deus é sublime, por isso nos protege de todo modo. Nós é que compreendemos pouco, somos limitados demais.
A sabedoria é uma arte (Pv 4:6-7) e ser humilde exige um trabalho diário em fé.
Agradeço a Deus pela vida e por cada palavra aqui escrita.
“Não existe nada melhor do que ser amigo de Deus, caminhar seguro na luz, desfrutar de seu amor, ter a Paz no coração, viver sempre em comunhão, e assim, perceber, a grandeza do poder de Jesus, meu bom pastor”.   
Um forte abraço, Jorge Fireman.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

PROVIDÊNCIA DIVINA

Fraternidade e Paz!

Hoje recebi a visita de dois anjos.


O mais interessante é que eles não eram brancos, nem tinham asas, nem auréolas douradas, não vestiam grandes batas brancas, não voavam e nem foram enviados por Deus para trazerem um carro, casa própria e nem nenhuma dessas coisas que vemos todos falarem por ai
O contrário de tudo isso são os meus anjos. Eram morenos (mas pelo sol do que pela cor da pele)não precisavam de asas pois dominavam as rédeas de uma carroça de burro muito bemSuas camisetas e shorts comuns como a de qualquer um de sua idade, e o mais importante, vieram trazer a mais pura jóia já encontrada até hoje no sertão. Mas preciosa que carros e casas. Um deles com jeito desconfiado e ao mesmo tempo decidido atendia pelo nome de Gabriel. 


Meu anjo Gabriel, junto com seu irmão, vieram trazer alegria
, consolo, providência Divina. Meus anjos vieram hoje me presentear com ÁGUA, para abastecermos nossos potes, jarras, cântaros, caixas d'água e nossas vidas. O mais interessante disso tudo é que, os meus anjos tinham apenas 7 e 13 anosOlhando para os seus tamanhos procurava comparar (como se isso fosse justo e possível) com o tamanho de meu filho Arthur de 7 anos, e a cada vez ficava mais difícil essa comparação pois, o Arthur se tornava um gigante perto deles.


Meus anjos corajosos e decididos vieram trazer a reflexão sobre o cuidado que Deus tem tido com a minha família, não importando como a mensagem, o cuidado, a providência vai acontecer, o importante é que ela sempre acontece. Meus anjos foram enviados por um desabafo meu quando recebi uma mensagem de Ezaquiel pela manhã desejando bom dia, e respondi que só esperava que o Senhor tivesse misericordia de nós e mandasse água e chuva. E como sempre "as misericordias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, pois a sua fidelidade não tem fim renova-se a cada manhã".


Deus ouviu, atendeu, providenciou, cuidou e esta cuidando de nós. Obrigada Deus por enviar anjos!


Obrigada pelas orações. Continuem a orar pelas famílias que ainda estão esperando a água chegar em suas casas e para que caia chuva no sertão.


Fraternalmente em Cristo.



Família pastoral em Jacaré dos Homens

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

RELATO SOBRE PALESTINA-AL


Por Danielly Caldas
Na imensidão do nosso sertão há muita judiação. Tempo de seca que apresenta aos nossos olhos um cenário de desolação. Mas algo chamou-me atenção, no meio de tanta sequidão uma árvore frondosa de folhas viçosas contraria a seca e mostra que ainda há vida no sertão. Seu nome é juazeiro e não sei explicar, quanto mais o sol castiga mais vida ele tem a mostrar. Suas folhas verdes lembrou-me esperança, esperança de um povo guerreiro que apesar do sol que castiga, da água que falta, do alimento escasso e do coronelismo que impera, guerreia com fé e esperança.
Espírito guerreiro como o do menino Sandorval, menino morador do povoado Lagoa da Arara, que aos dez anos com um olhar empreendedor começou a colher caju e retirar as castanhas para vender. Com o tempo juntou dinheiro o suficiente para comprar sua primeira ovelha e desde então Sandorval só tem crescido para ajudar a sua mãe.
Espírito guerreiro do jovem músico Cicinho, morador de um assentamento , cuida dos seus três filhos exercendo o papel de pai e mãe.  Cicinho com sua voz doce e palavras sábias manifesta a glória de Deus de maneira humilde, ficaria horas  e horas ouvindo-o falar e cantar as maravilhas de Deus.
Maycon, Daminiana, Any, Pedro, Claudete, Aninha, Ivan, Edjane, Sarah, Danila, Móises, João e tantos outros. Nomes de sertanejos e sertanejas que para você talvez não fale muito, mas no meu tempo sabático tive a oportunidade de presenciar o quanto eles tem sido cuidados por meio do trabalho dos meus pais. Trabalho este que você sustenta.
Neste silencioso trabalho realizado pelos meus pais, Renilza e Emanoel, no lugar que batizei carinhosamente como, lugarzinho no meio do nada, muitos milagres tem acontecido na vida de sertanejos, sertanejas e de visitantes que por lá passam.
Assim como Gonzaga, “eu perguntei a Deus do céu, ai, por que tamanha judiação”. Não obtive resposta. Mas deixei o sertão renovada, refletindo sobre o juazeiro, para mim símbolo da esperança de um povo arretado de guerreiro.
Em 12/01/2013.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

VIAGEM PARA EVANGELIZAÇÃO? SERÁ?


Por Rogério Leite

No último fim de semana, estivemos na cidade de Japaratinga, litoral norte de nosso Estado. Com o pretexto de evangelizar, fui com Gleide e Rian, juntamente com alguns poucos irmãos de nossa igreja aquele município. Já o conhecia, principalmente sua belíssima praia que, por sinal, fica defronte à casa em que está instalada a Congregação da Igreja Batista do Pinheiro em Japaratinga.

Usei a expressão “pretexto” porque, sinceramente, não foi este o motivo que me levou a Japaratinga. Quando a inscrição da viagem missionária foi aberta, pensei comigo que esta seria uma ótima oportunidade de fazer um turismo de veraneio, afinal estamos no mês de janeiro.

Parece-me, no entanto, que Deus não planejava para mim a mesma coisa que eu. Afirmo isto, devido a alguns episódios responsáveis por esta reflexão.

Ao chegarmos sexta-feira, tivemos uma rápida reunião dirigida pelo Pr. Wellington, o qual determinava algumas diretrizes para o bom andamento da viagem, tais como: tarefas, horários, regras, acomodações e objetivos para alcançarmos. Em seguida, começaram a acontecer alguns fatos, os quais eu fiz referência acima.

No mesmo dia, fui impactado com a voz embargada e regada de lágrimas de nossa irmã Bete, que repentinamente entra em casa, voltando de uma rápida ida à beira-mar para deliciar uma das mangas que estavam ali ao nosso dispor, dizendo: “O que é esta dor que eu sinto no meu braço, resquício do que me aconteceu, se Deus me deu a oportunidade de saborear esta manga, contemplando esta obra tão maravilhosa? Obrigada, meu Deus!” Meu propósito de turismo começa a desabar... Não faço ideia do sentimento de Bete naquela hora, já que não passei por sua luta, muito parecida com a de minha esposa Gleide, esta sim também em lágrimas.

Neste mesmo dia, fui convidado por alguns irmãos para ir ao Alto da Repetidora, local marginalizado da cidade por sua aparência e condição paupérrima. Mais uma vez, Deus me confronta com o meu pretexto de evangelizar, deparando-me com a casa de uma mocinha que fizera uma cirurgia e estava sendo visitada naquele momento por Rose e Mari, especificamente por já terem iniciado um trabalho evangelístico naquele lugar.

Nesta casa, em que corre na sala um esgoto, vivem a mãe e duas crianças abandonadas pelo pai, que ao ir embora levou consigo todos os documentos e os extraviou, deixando a criança de 12 anos impossibilitada de frequentar a escola por falta de documento. Ora, tão simples resolver! Não é só tirar outro registro de nascimento? Seria, se eu não tivesse esquecido de relatar que esta família não tem renda e o cartório da cidade cobra R$ 40,00 para emitir nova certidão. Neste momento pensei no bolsa-escola... aquele programa social do Governo Federal que dá dinheiro às famílias de baixa-renda que tem filho matriculado na escola. Que egoísmo o meu! Imaginou? Eu não tinha noção da realidade daquele ponto turístico alagoano. Naquela visita, não conseguimos encontrar a menina recém-operada, já que esta havia saído para pegar manga, possivelmente a oportunidade de se alimentarem sem pagar.

No sábado pela manhã, tivemos a devocional logo cedo após o farto café, um estudo bíblico sobre o Espírito Santo de Deus. Muito se falou, mas lembro-me de uma frase específica: “O Espírito Santo de Deus é livre e sopra para todos os lados”. Mas como, se no dia anterior vi tanta miséria? É que alguns, egocêntricos e aproveitadores, tentam impedir o sopro do Espírito. A condição de miséria daquele povo do Alto da Repetidora é fruto da vaidade e do egoísmo de muitos de nós, já que não tem Alto da Repetidora apenas em Japaratinga.

À noite, deslocamo-nos até Porto Calvo para o culto de posse do Pr. Jefferson na Igreja Batista de Porto Calvo. A Palavra de Deus naquela noite foi basicamente“Dar sem expectativa de receber”. Uma celebração belíssima, com louvores antigos e leves, um acolhimento muito bom de sentir dos irmãos de Porto Calvo, sem falar no bolo... Mais uma vez, Deus me fez pensar: Eu dei o quê? E quando dei, pensava em receber? Lembrei-me de João 15:1-6. Aqui confesso que fiquei confuso, pois não havia dado nada a Deus e ao próximo e acabei de receber uma “pancada” do Espírito.

No domingo pela manhã, tivemos nossa devocional com os irmãos de Porto Calvo e Ouriçangas. Tivemos um belo churrasco na companhia destes irmãos, sendo presenteados com carnes de boi e carneiro ofertadas por um dos irmãos de Porto Calvo. No fim da tarde, antes de voltarmos a Maceió, tivemos um culto vespertino e ali Pr. Wellington pediu para que voluntários, usando apenas uma palavra, sintetizassem tudo que havia acontecido. Então, foi dito: compromisso, unidade, amizade, dar, frutificar, permanecer...

Assim, o Espírito Santo de Deus acabou com o resto de meu projeto inicial de turismo e descanso. A palavra que veio a minha mente foi vergonha. Automaticamente, fui transportado (figura de linguagem, pois não houve nenhuma experiência sobrenatural) para 2 Coríntios 5:14-15.

Lembrei-me do dia em que tive o pulsar mais forte do coração ao ouvir a Palavra de Deus, aquela coisa diferente e inexplicável, que transcende o conhecer humano e fiquei vergonhosamente constrangido no meu íntimo, simplesmente porque o Amor que um dia eu conheci e me foi apresentado por alguém, eu estou negligenciando e fazendo com que outras pessoas deixem de experimentar aquilo que eu senti um dia e voltei a sentir este fim de semana.

Esse sentimento que o meio evangélico erroneamente chama de primeiro amor é uma nova roupagem de como queremos Deus, pois só voltamos a sentir o tal primeiro amor quando estamos em apuros, seja de que natureza for: saúde, financeira, emocional, conjugal... Não posso conceber este primeiro amor como sendo aquele mesmo explicitado em 1 Coríntios 13, pois segundo a Palavra ele é dom supremo e não procura seus interesses.

Finalizo, louvando a Deus pelas vidas desta igreja (templo do Espírito Santo de Deus) que saem de seus bancos inertes, pedindo a permissão da motivação das lágrimas de Mano no último acampamento dos homens e invocando 1 Coríntios 13:13, já que não sou santo, mas também não sou desgraçado, pois onde abundou o pecado, superabundou a graça, segundo Romanos 5:20.